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terça-feira, 1 de novembro de 2011 | By: Cinthya Bretas

Eu te compreendo



Eu sei das tuas tensões, dos teus vazios e da tua inquietude. Eu sei da luta que tens travado à procura de Paz. Sei também das tuas dificuldades para alcançá-la. Sei das tuas quedas, dos teus propósitos não cumpridos, das tuas vacilações e dos teus desânimos. Eu te compreendo... Imagino o quanto tens tentado para resolver as tuas preocupações profissionais, familiares, afetivas, financeiras e sociais.
Imagino que o mundo, de vez em quando, parece-te um grande peso que te sentes obrigado a carregar. E tantas vezes, sem medir esforços. Eu conheço as tuas dúvidas, as dúvidas da natureza humana. Percebo como te sentes pequeno quando teus sonhos acalentados vão por terra, quando tuas expectativas não são correspondidas.
E essas inseguranças com o amanhã? E aquela inquietação atroz em não saberes se amanhã as pessoas que hoje te rodeiam ainda estarão contigo? De não saberes se reconhecerão o teu trabalho, se reconhecerão o teu esforço. E, por tudo isto, sofres, e te sentes como um barco sozinho num mar imenso e agitado. E não ignoro que, muitas vezes, sentes uma profunda carência de amor.
Quantas vezes pensaste em resolver definitivamente os teus conflitos no trabalho ou em casa. E nem sempre encontraste a receptivamente esperada ou não tiveste força para encaminhar a tua proposta. Eu sei o quanto te doem os teus limites humanos e o quanto às vezes te parece difícil uma harmonia íntima. E não poucas vezes, a descrença toma conta do teu coração.
Eu te compreendo... Compreendo até tuas mágoas, a tristeza pelo que te fizeram, a tristeza pela incompreensão que te dispensaram, pelas ingratidões, pelas ofensas, pelas palavras rudes que recebeste. Compreendo até as tuas saudades e lembranças. Saudade daqueles que se afastaram de ti, saudade dos teus tempos felizes, saudade daquilo que não volta nunca mais...
E os teus medos? Medo de perderes o que possuis, medo de não seres bom para aqueles que te cercam, medo de não agradares devidamente às pessoas, medo de não dares conta, medo de que descubram o teu íntimo, medo de que alguém descubra as tuas verdades e as tuas mentiras, medo de não conseguires realizar o que planejaste, medo de expressares os teus sentimentos, medo de que te interpretem mal.
Eu compreendo esses e todos os outros medos que tens dentro de ti. Sou capaz de entender também os teus remorsos, as faltas que cometeste, o sentimento de culpa pelos pequenos ou grandes erros que praticaste na tua vida. E sei que, por causa de tudo isso, às vezes te encontras num profundo sentimento de solidão. É quando as coisas perdem a cor, perdem o gosto e te vês envolto numa fina camada de indiferença pela vida. Refiro-me àquela tua sensação de isolamento, como se o mundo inteiro fosse indiferente às tuas necessidades e ao teu cansaço. E nesse estado, és envolvido pelo tédio e cada ação ou obrigação exige de ti um grande esforço. Sei até das tuas sensações de estares acorrentado, preso; preso às normas, aos padrões estabelecidos, às rotineiras obrigações: "Eu gostaria de... mas eu tenho que trabalhar, tenho que ajudar, tenho que cuidar de, tenho que resolver, tenho que!...".
 Eu te compreendendo... Compreendo os teus sacrifícios. E a quantas coisas tens renunciado, de quantos anseios tens aberto mão!... E sempre acham que é pouco... Pouca coisa tens feito por ti e tua vida, quase toda ela, tem sido afinal dedicada a satisfazer outras pessoas.
Sei do teu esforço em ajudar às outras pessoas e sei que isso é a semente de tuas decepções. Sei que, nas tuas horas mais amargas, até a revolta aflora em teu coração. Revolta com a injustiça do mundo, revolta com a fome, as guerras, a competição entre os homens, com a loucura dos que detêm o poder, com a falsidade de muitos, com a repressão social e com a desonestidade.
Por tudo isso, carregas um grau excessivo de tensões, de angústia e de ansiedade. Sonhas com uma vida melhor, mais calma, mais significativa. Sei também que tens belos planos para o amanhã. Sei que queres apenas um pouco de segurança, seja financeira ou emocional, e sei que lutas por ela. Mas, mesmo assim, tuas tensões continuam presentes. E tu percebes estas tensões nas tuas insônias ou no sono excessivo, na ausência de fome ou na fome excessiva, na ausência de desejo para o sexo ou no desejo sexual excessivo.
O fato é que carregas e acumulas tensões sobre tensões: tensões no trabalho, nas exigências e autoritarismos de alguns, nas condições inadequadas de salário e na inexistência de motivação, nos ambientes tóxicos das empresas, na inveja dos colegas, no que dizem por trás. Tensões na família, nas dependências devoradoras dos que habitam a mesma casa; nos conflitos e brigas constantes, onde todos querem ter razão; no desrespeito à tua individualidade, no controle e cobrança das tuas ações.
 Eu te compreendo, e te compreendo mesmo. E apesar de compreender-te totalmente, quero dizer-te algo muito importante. Escuta agora com o coração o que te vou dizer: Eu te Compreendo, mas não te apóio! Tu és o único responsável por todos estes sentimentos. A vida te foi dada de graça e existem em ti remédios para todos os teus males. Se, no entanto, preferes a autocomiseração ao invés de mobilizares as tuas energias interiores, então nada posso te oferecer.
Se preferes sonhar com um mundo perfeito, ao invés de te defrontares com os limites de um mundo falho e humano, nada posso te oferecer. Se preferes lamentar o teu passado e encontrar nele desculpas para a tua falta de vontade de crescer; se optastes por tentar controlar o futuro, o que jamais controlarás com todas as suas incertezas; se resolveste responsabilizar as pessoas que te rodeiam pela tua incompetência em tratar com os aspectos negativos delas, em nada posso te ajudar. Se trocaste o auto-apoio pelo apoio e reconhecimento do teu ambiente, então nada posso te oferecer.
Se queres ter razão em tudo que pensas; se queres obter piedade pelo que sentes; se queres a aprovação integral em tudo que fazes; se escolhestes abrir mão de tua própria vida, em nome do falso amor, para comprares o reconhecimento dos outros, através de renúncias e sacrifícios, nada posso te oferecer.
Se entendeste mal a regra máxima "Amar ao próximo como a ti mesmo", esquecendo-te de amar a ti mesmo, em nada posso te ajudar. Se não tens um mínimo de coragem para estar com teus próprios sentimentos, sejam agradáveis ou dolorosos; se não tens um mínimo de humildade para te perdoares pelas tuas imperfeições; se desejas impressionar os outros e angariar a simpatia para teus sofrimentos; se não sabes pedir ajuda e aprender com os que sabem mais do que tu; se preferes sonhar, ao invés de viver, ignorando que a vida é feita de altos e baixos, nada posso te oferecer.
Se achas que pelo teu desespero as coisas acontecerão magicamente; Se usas a imperfeição do mundo para justificar as tuas próprias imperfeições; Se queres ser onipotente, quando de fato és simplesmente humano; Se preferes proteção à tua própria liberdade; Se interiorizaste em ti desejos torturadores; se deixaste imprimirem-se em tua mente venenosas ordens de: "Apressa-te!", "Não erres nunca!", "Agrade sempre!"; Se escolheste atender às expectativas de todas as pessoas; Se és incapaz de dar um Não quando necessário, em nada posso te ajudar.
 Se pensas ser possível controlar o que os outros pensam de ti; se pensas ser possível controlar o que os outros sentem a teu respeito; se pensas ser possível controlar o que os outros fazem; se queres acreditar que existe segurança fora de ti, repito: Eu te Compreendo mas, em nome do verdadeiro Amor, jamais poderia apoiar-te! Se recusas buscar no âmago do teu ser respostas para os teus descaminhos, se dás pouca importância a teus sussurros interiores; se esqueceste a unidade intrínseca dos opostos em nossa vida terrena; se preferes o fácil e abandonaste a paciência para o Caminho; se fechaste teus ouvidos ao chamado de retorno; se perdeste a confiança a ponto de não poderes entregar tua vida à vontade onipotente de Deus; se não quiseste ver a Luz que vem do Leste; se não consegues encontrar no íntimo das coisas aquele ponto seguro de equilíbrio no meio de todas as tormentas e vicissitudes; se não aceitas a tua vocação de Viajante com todos os imprevistos e acidentes da Jornada; se não queres usar o tempo, o erro, a queda e a morte como teus aliados de crescimento, realmente nada posso fazer por ti.
 Se aspiras obter proteção quando o que precisas é Liberdade; se não descobriste que a verdadeira Liberdade e a autêntica Segurança são interiores; se não sabes transformar a frase "Eu tenho que..." na frase "Eu quero!"; se queres que o fantasma do passado continue a fechar teus olhos para a infinidade do teu aqui e agora; se queres deixar que o fantasma do futuro te coloque em posição de luta com o que ainda não aconteceu e, provavelmente, não chegará a acontecer; se optaste por tratar a ti mesmo como a um inimigo; se te falta capacidade para ver a ti mesmo como alguém que merece da tua própria parte os maiores cuidados e a maior ternura; se não te tratas como sendo a semente do próprio Deus; se desejas usar teus belos planos de mudar, de crescer, de realizar, como instrumentos de auto-tortura; se achas que é amor o apego que cultivas pelos teus parentes e amigos; se queres ignorar, em nome da seriedade e da responsabilidade, a criança brincalhona que habita em ti; se alimentas a vergonha de te enternecer diante de uma flor ou de um por de sol; se através da lamentação recusas a vida como dádiva e como graça, não posso te apoiar.
Mas, se apesar de todo o sono, queres despertar; se apesar de todo o cansaço, queres caminhar; se apesar de todo o medo, queres tentar; se apesar de toda acomodação e descrença, queres mudar, aceita então esta proposta para a tua Felicidade: A raiz de todas as tuas dificuldades são teus pensamentos negativos. São eles que te levam para as dores das lembranças do passado e para a inquietação do futuro. São esses pensamentos que te afastam da experiência de contato com teu próprio corpo, com o teu presente, com o teu aqui e agora e, portanto, distanciando-te de teu próprio coração. Tens presentes agora as tuas emoções? Tens presente agora o fluxo da tua respiração? Tens presente agora a batida do teu coração? Tens agora a consciência do teu próprio corpo? Este é o passo primordial.
Teu corpo é concreto, real, presente, e é nele que o sofrimento deságua e é a partir dele que se inicia a caminhada para a Alegria. Somente através dele se encaminha o retorno à Paz. Jamais resolverás os teus problemas somente pensando neles. Começa do mais próximo, começa pelo corpo. Através dele chegarás ao teu centro, ao teu vazio, àquele lugar onde a semente germina. Através da consciência corporal, galgarás caminhos jamais vistos, entrarás em contato com os teus sentimentos, perceberás o mundo tal como é e agirás de acordo com a naturalidade da vida.
Assume o teu corpo e os teus sentimentos, por mais dolorosos que sejam; assume e observa-os, simplesmente observa-os. Não tentes mudar nada, sê apenas a tua dor. Presta atenção, não negues a tua dor. Para que fingir estar alegre se estás triste? Para que fingir coragem se estás com medo? Para que fingir amor se estás com ódio? Para que fingir paz se estás angustiado? Não lutes contra teus sentimentos, fica do teu próprio lado, deixa a dor acontecer, como deixas acontecer os bons momentos.
Pára, deixa que as coisas sejam exatamente como são. Entra nos teus sentimentos sem os julgar, não fujas deles, não os evites, não queira resolvê-los escapando deles - depois terás de te encontrar com eles novamente, é apenas um adiamento, uma prorrogação. Torna-te presente, por mais que te doa. E, se assim fizeres, algo de muito belo acontecerá! Assim como a noite veio, ela também se irá e então testemunharás o nascer do dia, pois à noite o sol escurece até a meia-noite e, a partir daí, começa um novo dia. Se assim fizeres, sentirás brotar de dentro de ti uma força que desconhecias e te sentirás renovado na esperança e a vida entrando em ti. Se assim fizeres, entenderás com o coração que a semente morre mesmo, totalmente, antes de germinar e que a morte antecede a vida. E, se assim fizeres, poderei dizer-te então que: Eu te Compreendo e que, assim, tens todo o meu apoio! E verás com muita alegria que, justamente agora, já não precisas mais do meu apoio, pois o foste buscar dentro de ti e o encontraste dentro da tua própria dor!"

por Antônio Roberto Soares - FRC
terça-feira, 7 de junho de 2011 | By: Cinthya Bretas

O tempo que refaz o que refez: Quando o amor cai doente




Preciso não dormir Até se consumar
O tempo Da gente
Preciso conduzir Um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Preciso descobrir no tempo que refaz o que refez:quando o último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez.
Prometo te querer Até o amor cair
Doente  Doente
Prefiro então partir
A tempo de poder A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder Te encontro com certeza
Talvez no tempo da delicadeza Onde não diremos nada
Nada aconteceu 
Apenas seguirei como encantado
Ao lado seu




Quando se sabe que acabou?Quando se percebe que não há mais nada que possa ser feito? Que ali onde havia o amor mais verdadeiro e imortal nada restou além da mágoa e do ressentimento?
Ou antes, como descobrir a tempo que tudo o que se esta produzindo dentro de uma relação é somente um resíduo rancoroso e triste que se repete todos os dias?
Falta capacidade para entender? Perdeu a vontade de aceitar?Ficou impossível perdoar?
Como saber se ainda é possível continuar sem se ferir mais. Como se percebe se já trespassamos a linha tênue entre o esforço a mais para alcançar o objetivo desejado e o desperdício de tempo e energia?  O que nos sinaliza na certeza de que não vale à pena continuar lutando e que só nos resta juntar os pedaços de nós mesmos e tentar recomeçar?
Muitas perguntas de difícil resposta. Mas muitas delas em algum momento já devem ter passado pela sua cabeça enquanto procurava a solução deste quebra-cabeças e corações. Quando as relações se despedaçam como reaglutiná-las na velha amálgama tão funcional e lírica dos seus ideais perdidos?
 Tentamos arduamente fazer com que algo mágico aconteça. Que tudo milagrosamente se transforme em tudo que durante tanto tempo não se modificou, apesar das muitas tentativas.
Precisamos desta esperança e a arrastamos até o fim acreditando que poderemos ter nosso quinhão de felicidade ao final. Porém para que isto aconteça são necessários dois. Dois dispostos a tentar até o ultimo fio de cabelo. Dois para os quais a demanda de investimento seja de igual importância para ambos.
Mas, e se o outro não estiver na mesma sintonia? Temos medo até mesmo de aventar esta hipótese porque é imperativo, crucial, imprescindível acreditar que existe ainda uma relação onde simplesmente não existe mais uma relação.
Alguns poderão suportar tudo. Ofensas, humilhações e toda sorte de traições; ideológicas, carnais, mentais, morais e quantas mais. Alguns suportarão mais que a violência verbal. Suportarão a violência física pela tosca esperança de um fiapo de afeto estar entremeado nesta doença.
Verão ternura em todo e qualquer gesto grosseiro e esgarçarão todas as possíveis palpáveis e impalpáveis demonstrações de desconsideração a procura de um sinal de que ainda vale à pena penar num investimento vão.
Não é possível continuar. Admita!Escave seu coração no meio a toda confusão e aos dejetos deste amor  destrutivo e encontre a coragem necessária para deixar ir , libere para que novas possibilidades aconteçam.Deixe ir esta relação, esta dor, elas não lhe servem mais. Desapegue-se Houveram bons momentos? Que seja! Passaram do prazo, venceram! Não se estenderam além dos momentos bons que foram. Não foram bons e fortes o suficiente para embasar o amor. Ou o amor não foi o suficiente para alicerçá-los e ao final não passaram disto, momentos.

Portanto dê o reboot nesta história. Delete este excesso, limpe o HD e reinicie. Somente você pode se dar este presente. E este futuro. Sim, porque ele virá, cheio de possibilidades aonde você jamais imaginaria. E até quem sabe, trazendo este mesmo velho amor. Depois de remodelados pelas lições da vida, amadurecidos e capazes de amar de verdade, o tempo os pode reunir para uma outra narrativa, onde vocês não mais faltosos, se redimirão as falhas que se dão agora.   
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011 | By: Cinthya Bretas

Distimia e alguns tipos de Depressão



Distimia 




Distimia é uma palavra que vem do grego dys-  "defeituoso, anormal ou irregular"; e thymia referente ao Timo, um órgão linfático que está localizado na porção ântero-superior da cavidade torácica, e que se acreditava estar associada ao controle do humor. Seria algo como humor defeituoso ou mau-humor

E era assim que eram vistos antigamente os sujeitos distímicos, estes sujeitos mal-humorado, de temperamento melindroso, complicado, sempre criticando e vendo o lado negativo das coisas. Irritadiços, pavio curto, sempre procurando um jeito de fazer as coisas ficarem piores.
São pessoas ininterruptamente tristes, ou mau-humoradas com baixa energia, melancólicas, baixa auto-estima e pessimistas. Acentuam tanto os aspectos negativos da vida que os positivos passam despercebidos e sem importância. Apresentam dificuldade de concentrar-se ou tomar decisões e tem problemas com o sono e com a alimentação, por excesso ou por falta.
Com os estudos, através dos tempos chegou-se a conclusão que se trata de um subtipo da depressão. Já foi chamada de "neurose depressiva", "depressão neurótica", "neurastenia", "melancolia", "Transtorno Depressivo de Personalidade".

A distimia é um transtorno afetivo de personalidade, no entanto é diferente da depressão. Primeiro trata-se de um subtipo depressivo crônico que costuma aparecer já na adolescência ou mesmo na infância. Mas tem um quadro de evolução lenta, sintomas difíceis de serem percebidos e diagnosticados Além disto seus sintomas são menos evidentes do que os da depressão severa.

 È reconhecida sua evidência quando apresenta duração de no mínimo dois anos, de muito mau-humor e da sensação de desmotivação total  “empurrando a vida com a barriga”, Antigamente, eram os populares “rabujentos” mais recentemente eram os baixo-astral, os cri-cri dos quais todo mundo foge e que acabam ficando, isolados e que sem um tratamento somente terão agravamento de seus sintomas. Pode haver comorbidades ou associações com outros transtornos mentais, como em todo transtorno mental,  principalmente nas mulheres. Os principais são transtorno do pânico, ansiedade generalizada, fobias, TPM, etc...

 O termo “depressão dupla” é utilizado quando ocorre a sobreposição de um episódio depressivo maior ao quadro clínico de distimia.


Causas da distimia


As causas para seu aparecimento são variáveis mas se apóiam principalmente nas relações intra-familiares .
Desde os problemas familiares na infância como separação traumática dos pais ou situações cotidianas que produziam estresse continuo até convivência com pais ou cuidadores agressivos ou também distímicos ou depressivos.


Na terceira díade a distimia ocorre principalmente, quando apresentam prejuízos da autonomia funcional, por exemplo, surdez, limitações físicas, etc.

Distímicos resistem a tratamentos e alguns só comparecem forçados na intenção de provar aos familiares que a personalidade deles é assim mesmo.

O acompanhamento psicoterapêutico é muito importante, nestes casos, já que diante de sua grande solidão e isolamento é enorme  aprender  a lidar com este transtorno.



 Depressão

A depressão é um transtorno afetivo composto por caracterizada por uma alteração psíquica e orgânica global, com conseqüentes alterações na maneira de valorizar a realidade e a vida. Ao contrario do que se imagina nem sempre o que aparece na superfície será a tristeza. De acordo com o tipo de manifestação e a gravidade da sintomatologia.

Ela pode ser reativa, ou seja, decorrente de fatores exógenos, de situações  transitórias  Surge em resposta a um estresse identificável como perdas (reações de luto), doença física importante (tumores cerebrais, AVC, hipo ou hiper ou hipo tireoidismo, doença de Cushing, LES, etc.), ou decorrente do uso ou abstinência de drogas "licitas" ou "ilícitas"desde , psicofármacos, a anticoncepcionais a barbitúricosálcoolcocaína, cigarros, etc...

Outras depressões que são causadas por fatores exógenos  

Demência depressiva que se dá na velhice, manifesta-se por esquecimentos, descuidos e apatia. É semelhante à demência senil, a diferença é que com tratamento recuperam as capacidades intelectuais perdidas. 

 Depressão pós-parto em geral aparece por uma série de desajustes hormonais atrelados a própria situação de passagem a uma nova fase da vida.luto pela infância definitivamente perdida. 

Depressão secundária que resulta por efeito de outras doenças e tratamentos.

.Ou pode ser Endógena ou seja ocorre a despeito de acontecimentos imediatos e reconhecíveis de maneira imediata  .

 Depressão maior - É uma de ordem primária, endógena, e que não tem relação causal com situações estressantes, patologias orgânicas ou psiquiátricas, caracterizando-se por episódios puramente depressivos em períodos variáveis da vida do paciente e defendia por algumas escolas como geneticamente predisposta.  É aquela mais comumente reconhecida pela sua tristeza intensa da qual não se é capaz de sair, falta de motivação, insônia, acordar precoce, falta de concentração, falta de apetite com diminuição de peso, transtornos alimentares abandono pessoal, pensamentos negativos, ausência de sentido na vida.  Em casos graves desejo de morrer. Necessita intervenção urgente porque pode evoluir rapidamente. 

Depressão psicótica caracteriza-se pela pessoa desenvolver pensamentos negativos que leva ao extremo com afastamento da realidade, normalmente de culpabilidade, saúde e/ou ruína. Alucinações auditivas e delírios.  

 Depressão atípica é aquela que na qual em que o sujeito consegue alegrar-se perante acontecimentos felizes, ainda que, em seguida volta a decai numa tristeza menos intensa. Aumento de apetite, sobretudo por comidas pouco elaboradas, tipo “fast food” chegando a aumentar de peso 20 kg e mais num período curto. Insônia por falta de conciliação. Não há acordar precoce, mas sono fragmentado. O humor se apresenta melhor pela manhã e ao longo do dia vai piorando. Ansiedade. E Irritabilidade semelhante a da distimia.

Depressão bipolar ou psicose maníaco-depressiva- É também uma desordem primária, endógena e que se caracteriza pela alternância de episódios depressivos com fases de mania ou de humor normal, com estados de significativa mudança de humor do paciente (oscilações cíclicas do humor entre "altos" (mania) e "baixos" (depressão)). Quando deprimida, a pessoa pode ter alguns ou todos os sintomas de depressão. Quando em mania, torna-se falante, eufórica e/ou irritável, cheia de energia, grandiosa. Nos estados maníacos o raciocínio, a crítica (capacidade de julgamento) e o comportamento social, ficam prejudicados podendo ocasionar graves conseqüências e constrangimentos, pois a pessoa em fase mania se envolve facilmente em negócios mirabolantes e incertos ou em aventuras românticas e toma atitudes precipitadas e inadequadas. Se não tratada, a mania pode piorar, evoluindo para quadro psicótico (com delírios e/ou alucinações)..

 O sujeito que sofre de depressão não tem capacidade de sair da crise por esforço próprio necessita de acompanhamento em psicoterapia individual ou coletiva e terá grande dificuldade na adesão ao processo